terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Formas diferentes de contar a mesma história
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Grito de fora do portão
Um de meus compositores favoritos, Sérgio Pimenta, dizia que o homem vive com uma saudade constante de Deus. Todo homem convive com isso. Os que conhecem a Deus deleitam-se com a esperança do pleno encontro. Os que não o conhecem têm tal saudade traduzida em constante vazio. Preencher o vazio é tarefa do Espírito; anunciar, proclamar a possibilidade do preenchimento é tarefa da igreja.
Há algum tempo as igrejas batistas em São Paulo fizeram uma campanha tendo como frase tema Cristo é a resposta. Fizeram adesivos, cartazes, camisetas. Pintaram fachadas e muros. Um desses muros foi o do colégio Batista em São Paulo. Mas o que verdadeiramente me chamou a atenção e me marcou em definitivo foi uma pichação que fizeram no muro alguns dias depois de terem pintado a frase-tema. O indivíduo questionou: “Se Cristo é a resposta, qual é a pergunta???”
Como pessoas, nossas vidas muitas vezes não respondem ao sublime e radical chamado de nosso Mestre à adoração pela proclamação, ao amor pela obediência, ao relacionamento pela comunhão, à missão pelo serviço. Como igreja, temos respondido a perguntas que não são mais feitas, dado gritos no vazio de nosso egoísmo e nos limitado aos muros dos guetos que construímos. Não ouvimos mais o clamor do mundo, os seus berros inquietos, gritos desesperados, gemidos de dor sem cura nem resposta, os sons que vêm de fora do portão.
Tenho procurado disciplinar os ouvidos de meu coração ao grito dos aflitos, os que clamam por um “amor maior” (Jota Quest), aos que dizem que “o que falam na TV sobre o jovem não é sério” (Charlie Brown Jr.), que “pequenos momentos podem se tornar inesquecíveis” (idem).
Tenho tentado fazer com que os olhos da minha alma vejam o que Deus vê, os destroços de “La Guernica” (Picasso), o menino que “tá vendendo drops no sinal para alguém” (Lenine), a ver o rosto de Cristo na escultura perfeita de Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), a chorar com quem está “à procura da felicidade” (Steve Conrad e Will Smith) sem encontrá-la de fato.
Tenho deixado meu espírito ser guiado pela “santa tolice da fé que crê poder mudar o mundo” (São Francisco de Assis), que anseia por ver “para todo mal, a cura” (Lulu Santos), que acredita que “paz sem voz não é paz, é medo” (O Rappa), que contempla a “unimultiplicidade, onde cada homem é sozinho a casa da humanindade” (Tom Zé).
“A estrada segue, seguindo vou” (Carlinhos Veiga). “Se quiser saber pra onde eu vou, para onde tenha sol, é pra lá que eu vou” (J. Quest). Um sol que brilha resplandecente e espanta a noite. “O sol que conheci num dia em que a vida ardia sem explicação” (Cássia Eller).
Aceito, mesmo temeroso, tanto o desafio de tentar discernir a beleza e a angústia expressas no clamor de quem “está fora” (e será que está mesmo?) quanto o de, ao invés de buscar respostas, ser, como Igreja, a resposta de Deus para as inquietações do mundo.
Quem me acompanha?
(Por Fabricio Cunha)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O bêbado e o hipócrita por Jon Foreman do Switchfoot
Jon Foreman do Switchfoot em O que as igrejas podem aprender com os bares.
Eu tenho tocado música nas igrejas e bares a vida toda. Em muitos aspectos, há muita semelhança nesses dois lugares. Ambos os grupos dos “ajustados” estão à procura de sentido, realizando uma espécie de ritual, na esperança de encontrar um propósito, algo que extraia da dor algum sentido.
À primeira vista, a Igreja parece um lugar melhor para se procurar esperança do que o fundo de uma garrafa. Todos os dias, alcoolismo e vício de drogas destroem famílias, arruinam carreiras e naufragam comunidades. Por outro lado, as crenças teológicas e mal-entendidos foram responsáveis por divisões, divórcios e guerras ao redor do mundo. O problema com cada instituição está dentro de nós. É verdade, o álcool alimenta um fogo diferente do sentimento de piedade, mas nem bêbados nem hipócritas parecem muito bons à luz do dia.
Nós levamos nossos problemas para a igreja da mesma maneira que carregamo-os para dentro de um bar – eles só reagem de forma diferente em cada lugar. Infelizmente, os pecados que existem dentro das paredes da Igreja são mais difíceis de detectar.
O orgulho, por exemplo, pode ser, incrivelmente bem escondido na comunidade religiosa. Eu raramente ouço as palavras “Eu não sei”, proferida na igreja. E, ainda assim, o trino Criador do tempo e do espaço será sempre envolto em mistério e santidade. Por que não começar no banco de humildade? Certamente todos nós temos conseguido algumas coisas erradas em nossas tentativas de cristianismo.
Não é o orgulho que causa divisões entre nós? Quando começamos a caluniar outros cristãos em nome de Deus, sabemos que estamos perdendo a noção. Será que as palavras de nosso Mestre está caindo em ouvidos surdos? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” “Que eles sejam um, Pai, assim como nós somos um.” Esses pensamentos não são opcionais sobre como as coisas poderiam ser, mas sim pré-requisitos para uma vida que vai entrar no Reino dos Céus. A unidade é coisa séria. A Igreja é chamada a ser uma, como o Deus trino é um só. A salvação completa do nosso planeta é construída sobre a unidade final da Igreja e seu Deus: a noiva e seu Salvador.
Infelizmente, a unidade no seio da comunidade eclesial é a exceção, não a regra. É uma vergonha para nós que muitas dessas pessoas desesperadas estejam encontrando mais graça no bar local do que na igreja local. Quando falamos com raiva e fogo que queima de forma diferente do ar fresco da cruz, fazemos um desserviço ao Evangelho. Nós sabemos que no fundo algo está errado. Então nos revoltamos contra os que fazem discursos inflamados. Nós dizemos que o método precisa mudar. Nós chamamos o modelo antigo irrelevante. E sim! O vento fresco do Espírito está pronto para explodir em cima de nós, vamos orar por novas línguas na mesma chama eterna.
E ainda que eu falasse as línguas dos anjos e dos homens, se não tivesse amor, de nada isso valeria. Se eu me levantar contra o clichê das camisetas cristãs e não tiver amor, isso não ajuda ninguém. Se eu odeio o ódio legalista, mas não tenho amor, nada se constrói. O inimigo nos enganou em uma nova forma de legalismo? Nosso julgamento não é tão errado quanto? Ah, nós podemos ter encontrado um caminho, mas isso não é amor.
Andando sob a fronteira entre bares e Igreja, eu fui mal interpretado por ambos os lados. Tenho certeza que você sentiu a mesma coisa: as pessoas jogam pedras em coisas que não entendem. Mas a pedra dói mais ainda quando ela vem de irmãos bem-intencionados, pessoas que, supostamente estão cheios do amor de Cristo. Nossa reação instintiva é de revidar, se defender. E o ciclo começa novamente. Olho por olho, dente por dente. Deus vai cuidar do cisco no olho do meu vizinho. Quanto mais eu tenho fé em Deus e sua voz forte, menos eu tenho que gritar. Quanto mais eu tenho fé nele, mais livre minhas mãos se tornam para servir os que me rodeiam.
Lavar os pés não é um crédito extra. Somos chamados a suportar as cargas uns dos outros. A unidade é uma conquista milagrosa, mas está pendendo para este lado da sepultura. A unidade é o trabalho transformador do poder da cruz em nossas vidas. Nossas diferenças são mínimas. Olhe de um jeito diferente para cruz. Veja o quanto Ele o ama. Veja Sua entrega, Seu sacrifício. A unidade entra em foco somente quando percebemos a magnífica graça do Salvador.
Vamos reconhecer nossa necessidade, nosso belo desespero. Sim, a nossa irresponsabilidade, dor, miséria, é um pré-requisito para o bálsamo da salvação. Nós, o povo, os fracassados, os perdedores, os de fora, nós encontramos o nosso rei. Cristo, o Rei dos tolos, o Senhor dos doentes, das almas perdidas como nós. Vamos permanecer em contínuo temor ao amor que temos demonstrado. E vamos amar! Vamos celebrar o amor imprudente de quem arriscou tudo o que podia, para que pudéssemos ser amados. E vamos seguir o caminho de um Deus que nos ama. Os cobradores de impostos e rabinos. As prostitutas e os Saduceus. Nos bares e nas igrejas. Sim, Deus ama até mesmo os cristãos.
Via
Por: Lenara
"Não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor colocamos naquilo que fazemos."
Fiquei surpresa de ver como tantos jovens no Ocidente são ligados a drogas. Tentei descobrir a razão. Por que isso acontece quando no Ocidente as pessoas dispõem de mais bens do que no Oriente? A resposta foi: Porque não há ninguém na família para acatá-los. Nossos filhos dependem de nós para tudo – saúde, alimento, segurança e o conhecimento e amor de Deus. Por tudo isso eles nos olham com confiança, esperança e expectativa. Mas freqüentemente os pais estão tão ocupados que não tem tempo para os filhos, ou talvez nem sejam casados ou desistiram do casamento. Como conseqüência, os filhos vão para as ruas e se envolvem com drogas e outras coisas. Falamos aqui do amor à criança, que é onde o amor deve começar. Estes são os fatores do rompimento da paz…
Pessoas materialmente pobres podem ser maravilhosas. Certa noite, saímos e apanhamos quatro pessoas na rua (na Índia). Uma delas estava em péssimas condições. Eu disse às Irmãs: “Vocês cuidam das outras três; cuidarei daquela que parece estar em piores condições”. Fiz por ela tudo o que o meu amor permite. Ao colocá-la na cama, havia um lindo sorriso em seu rosto. Ela segurou minha mão e disse apenas uma palavra: “Obrigada!”, e então morreu.
Não pude deixar de fazer um exame de consciência perante a mulher. E me perguntei o que eu diria se estivesse em seu lugar. A resposta era simples. Teria tentado atrair um pouco de atenção para mim, dizendo: “Estou com fome, vou morrer; estou com frio e sinto muita dor” – ou algo assim. Mas ela me deu muito mais – seu amor agradecido. Morreu com um sorriso nos lábios.
Houve também um homem que pegamos no esgoto, parcialmente comido por vermes, que, depois de levado ao asilo, disse apenas: “Tenho vivido na rua como um animal, mas vou morrer como um anjo, amando e recebendo atenção”. Então, depois de removermos todos os vermes do seu corpo, com um grande sorriso tudo o que disse foi: “Irmã, vou para casa estar com Deus”, e morreu. Foi maravilhoso ver a grandeza daquele homem que podia falar daquela maneira sem culpar ninguém, sem fazer comparações. Como um anjo – essa é a grandeza das pessoas espiritualmente ricas embora materialmente pobres.
Não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos de alguns, mas devemos ser contemplativos diante do coração do mundo. Temos que trazer a presença de Deus para a família, pois a família que ora unida permanece unida. Há muito ódio e miséria pelo mundo, e nós, com nossa prece e sacrifício, começamos o ensinamento do amor em casa, e não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor colocamos naquilo que fazemos.
Madre Teresa de Calcutá
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Voz na Rua
APRESENTAÇÃO
Durante algum tempo, algumas igrejas têm limitado-se basicamente a propagar o evangelho de forma padrão, negligenciando os meios versáteis que podem ser usados para facilitar o cumprimento do “IDE” do Senhor, isto é, anunciar o evangelho ensinado por Cristo .
Idealizado por Thiago Tomas Souza, acadêmico do curso de psicologia pela faculdade FAFIRE, e graduando em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, o Voz na Rua é um ministério interdenominacional difundido com a idéia central de promover de forma criativa, o encontro de pessoas pertencentes ao grupo de minoria com o evangelho transformador da eminente graça de Deus.
A passagem do idealizador pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida, na Argentina (no período de um ano), foi inspiradora para a criação do ministério.
Diante da evidente necessidade de nos envolver com algumas problemáticas urbanas, enraizadas na cultura jovem global, no sentido de atenuar esses entraves sociais, nossa missão é fruto de uma compreensão amadurecida referente à incumbência da igreja. Tendo em vista que os âmbitos sociais vêm sendo tratados como áreas preteridas. Durante muito tempo a “igreja” tem detido sua preocupação apenas com a salvação da alma. Entendemos que o evangelho nos ensina a valorizar o indivíduo em todas as esferas pertinentes a vida social, desde a questão emocional, estendendo-se ao espiritual.
Acreditamos no poder transformador do evangelho da graça de Cristo. Levá-lo aonde os obstáculos são reais e as carências notórias, é nossa missão.
Voz na Rua from Karina Rocha on Vimeo.
O QUE FAZ ?
*Público alvo: pessoas pertencentes às minorias sociais.
Não só propagando a mensagem do cristianismo, bem como, consolidando essa verdade, através das abordagens espontâneas e reuniões semanais, focando um trabalho que visa conscientizar e educar.
Atualmente, tem realizado atividades evangelísticas com vertentes educacional e social, no uso das mais variadas estratégias que buscam abordar as pessoas fazendo uso de métodos criativos.
COMO FAZ?
O ministério ora apresentado pretende tornar a evangelização mais dinâmica, por entender que a linguagem deve ser específica para o público alvo que se almeja atingir.
O Voz na Rua além de preparar um material com princípios bíblicos, segmentado para cada ocasião, tem o papel de sair das quatro paredes da igreja indo ao encontro de pessoas, alvos desse projeto, as quais levam suas vidas de forma preocupante, como por exemplo, profissionais do sexo, adolescentes em área de risco, moradores de rua e, dependentes químicos, nas ruas do Recife. Crianças, jovens e adultos que se tornam suscetíveis a essas condições por diferentes motivos.
“...Não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor colocamos naquilo que fazemos”.
Madre Teresa de Calcutá
O QUE ABRANGE O TRABALHO?
Além da rotina de um ministério de evangelismo, identificar os pontos críticos que acarretam nas escolhas pessoais, que por deficiência do governo, da família ou da sociedade civil organizada, contribuíram para que o indivíduo optasse por caminhos não convencionais, que diretamente e com proporções graves afetam além da moral e da saúde, a vida espiritual dessas vítimas.
O Voz na Rua objetiva resgatar as condições de vida, através do poder da graça e da misericórdia de Deus, através do amor incondicional revelado por Cristo, abrindo mão dos preconceitos e dos dogmas religiosos.
Não pregamos a supressão das igrejas. Contrário a isso, cremos que a espiritualidade saudável é um princípio basilar para o desenvolvimento do indivíduo no seu processo de humanização. Os componentes desse grupo missionário estão ligados diretamente com alguma comunidade cristã. Por entendermos que está faltando atitude e está sobrando regras normativas, nos reunimos com a missão de transmitir a mensagem do evangelho para cada pessoa, independente da cor, sexo, idade, opção sexual ou nível financeiro. É dever da igreja, anunciar a verdade e facilitar a descoberta de que uma nova vida é possível.
COMO SE TORNAR PARCEIRO?
O Voz na Rua é um projeto voluntário sem fins lucrativos. Carecemos de parceiros, patrocinadores e colaboradores para a manutenção financeira do trabalho.
Se durante a leitura desse projeto, foi criado em seu coração uma expectativa para junto ao Voz na Rua, cobrir essas vidas de amor e atitude, será um prazer receber seu apoio.
O valor mensal da contribuição financeira pode ser estabelecido de acordo com a situação e interesse do parceiro.
O Voz na Rua precisa desse apoio para manter-se, por não está ligado financeiramente a nenhuma instituição religiosa.
Em 2011, seja VOZ você também!
FAZ BEM FAZER O BEM
“Contribuir é algo que muda a vida da gente. Muda as referências e prioridades. Altera a sensação de prazer e de realização. Subjuga o poder do Diabo com o Dinheiro em nossa vida. Eleva os alvos da vida. Faz pensar nos outros; especialmente, muitas vezes, naqueles que nem conhecemos. E, entre outras coisas, nos põe no caminho da generosidade e da fé que lança o pão sobre as águas para só achá-lo depois de muito tempo... Portanto, se você deseja contribuir para aquilo que entende ser obra da Graça de Deus para nossos dias, faça-o.” Caio Fábio
“E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.
Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça.”
2 Co 9:6
CRONOGRAMA
Janeiro a dezembro de 2011
• Dar continuidade aos trabalhos já iniciados e alcançar a maioria das pessoas que trabalha como profissional do sexo em Recife.
• Investir no crescimento do nosso grupo terapêutico semanal propondo uma espiritualidade saudável através do ensinamentos práticos fundamentado nos princípios bíblicos.
• Inserir os membros do grupo em comunidades cristãs, com o devido acompanhamento.
• Manter nossas palestras de desenvolvimento humano em condomínios, instituições educacionais, religiosas entre outras estratégias de contato.
• Prestar assistência às igrejas na capital e no interior.
• Formalizar nosso trabalho contra as drogas nas escolas.
• Iniciar uma escola de futebol com crianças carentes.
CONTATOS
Entre em contato através do email voznarua@gmail.com
Se preferir, marque dia e horário mais conveniente para tratarmos pessoalmente do assunto e/ou prestarmos maiores esclarecimentos.
Ou ligue: (81) 8867-6918


